REI DA MORDAÇA” NÃO CALARÁ O 'ÓRGÃO DAS MULTIDÕES'


O ‘rei da mordaça’, como o senador José Sarney é conhecido por tentar impor censura a jornalistas do Amapá e do Maranhão, não vai calar a boca daqueles que têm o compromisso de fazer uma imprensa livre, imparcial, ética, que luta para noticiar os fatos como realmente acontecem, a exemplo do que faz o Jornal Pequeno. Dessa forma, sentindo-se mais uma vez ameaçado, o ‘coronel subversivo’ José Sarney acaba de impetrar via Brasília, uma representação penal contra o jornalista Lourival Bogéa, diretor do JP, que já foi notificado para audiência na Superintendência da Polícia Federal, em São Luís.
Esse tipo de retaliação constante de Sarney é fruto do jornalismo combativo praticado pelo Jornal Pequeno durantes 57 anos, sempre denunciando (revelando) em suas páginas as velhas artimanhas e estratégias sórdidas que Sarney usou para benefício próprio em detrimento da população durante 40 anos, desmascarados todas as vezes sob a ótica de argumentos consistentes e verdadeiros.
Agora, mais uma vez, José Sarney aquele que diz batendo no peito sempre respeitar a liberdade de imprensa - “No momento em que o governo tem o poder de silenciar qualquer órgão de oposição, nesse momento eu passo a temer o que seja o conceito nesse país de democracia. “Sou radicalmente contra qualquer ação direta ou indireta para coibir a liberdade de imprensa ou para intimidar no sentido de estimular uma censura prévia “(De José Sarney, senador pelo PMDB-AP, sobre as ações movidas por fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus contra jornais e jornalistas, na Folha de S. Paulo) - tenta de todas as formas calar o veículo das multidões. A sociedade maranhense está atenta e não irá deixar um atentado à liberdade de expressão desses acontecer.
Por John Cutrim johncutrim@hotmail.com
REPRESENTAÇÃO DE SARNEY REPERCUTE NACIONALMENTE

Os jornalistas Cláudio Humberto e Ucho Haddad (São Paulo) destacaram, ontem, em suas respectivas colunas online, a representação penal que o senador José Sarney move contra o diretor do Jornal Pequeno, Lourival Bogéa.
“Além de mover uma ação cível, com a qual pretende receber R$ 220 mil de indenização por “dano moral”, por causa de críticas à sua atuação política, o senador José Sarney (PMDB-AP) agora usa a superintendência regional da Polícia Federal em São Luís (MA) contra o diretor do Jornal Pequeno, Lourival Bogéa. O jornalista é filho de outro ex-processado por Sarney, José Ribamar Bogéa, fundador do Jornal Pequeno, que só foi absolvido quando o processo chegou ao Superior Tribunal de Justiça. A intimação para Lourival Bogéa depor na PF maranhense vem sendo considerada uma tentativa de constrangimento e intimidação ao jornalista que publica críticas à atuação do senador”, escreveu Cláudio Humberto.
Já Ucho Haddad, sob o título ‘Velhos tempos’, publicou: “Senador pelo PMDB do Amapá e ex-presidente da República, o maranhense José Sarney está sendo acusado de usar a Polícia Federal para intimidar o jornalista Lourival Bogéa, diretor do Jornal Pequeno. Filho do também jornalista José Ribamar Bogéa (fundador do Jornal Pequeno), Lourival é alvo de processo judicial em que o senador requer indenização por danos morais no valor de R$ 220 mil. Tudo porque Lourival Bogéa é um contundente e diário crítico da atuação política de Sarney. A intimação da Polícia Federal para Bogéa vem sendo considerada uma tentativa de constrangimento e intimidação ao jornalista”.
A nota de Ucho Haddad traz uma incorreção. O processo por danos morais é contra o Jornal Pequeno. Contra o jornalista Lourival, Sarney entrou com uma representação penal na Polícia Federal.
Do Jornal Pequeno de hoje
LOBÃO X GABRIELLI
O momento por que passa a Petrobras é, sabidamente, excepcional. A estatal anunciou que deverá dobrar sua produção até 2015, de 2 milhões para 4 milhões de barris de óleo por dia, informa o jornal O Estado de São Paulo. Analistas internacionais concordam que a empresa tem tudo para ser uma das maiores do mundo.
Diante disso, o bate-boca entre o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, é uma nota dissonante. Segundo o jornal O Globo, o ministro quer uma nova estatal para administrar os novos poços na camada pré-sal e acusou Gabrielli, que é contrário à idéia, de defender só os interesses da empresa.
Lobão se diz “defensor do povo brasileiro”. Em vez de trocar farpas pela imprensa, os dois bem que poderiam acertar as diferenças como bons executivos, numa mesa de reunião.
(Com informações de "O Filtro")
A ÉTICA DO IOGURTE

O recém-empossado senador Lobinho, acusado de sonegação: o passado não importa
O Senado Federal vem se notabilizando por algumas invenções inusitadas. No ano passado, ao manter por sete meses no comando da Casa o moralmente prejudicado Renan Calheiros, criou o "presidente-assombração": aquele que vaga pelos corredores e atormenta os vivos, mas não existe na realidade. Agora, ao lançar com foguetório e autolouvação um pacote supostamente destinado a elevar os padrões de conduta da instituição, inventou mais uma: a ética com prazo de validade, ou a ética iogurte. Na semana passada, os parlamentares aprovaram um projeto de resolução que determina o afastamento temporário, dos cargos de direção da Casa, de qualquer parlamentar acusado por denúncias aceitas no Conselho de Ética. O texto representaria um avanço – não fosse o fato de incluir uma emenda feita sob medida para proteger parlamentares encrencados com a Justiça. Pela emenda, o Conselho de Ética não poderá aceitar denúncias que se refiram a episódios ocorridos fora do exercício do mandato. Ou seja: um político ou aspirante à carreira pode cometer todos os crimes previstos no Código Penal, desde que o faça antes de ser eleito. Nesse caso, não será incomodado por seus pares.
A resolução beneficia diretamente parlamentares como o recém-empossado senador Edison Lobão Filho (DEM-MA), conhecido por seus muitos desencontros com a lei. Mesmo antes de assumir a vaga deixada pelo pai – Edison Lobão, nomeado ministro de Minas e Energia –, Lobinho já era acusado de ter negociado ilegalmente uma concessão de canal de televisão, de ter usado uma empregada doméstica como laranja e transferido a ela ações de uma empresa devedora de 42 milhões de reais ao Fisco.
Embora favoreça Lobinho, a emenda iogurte foi criada, na verdade, para beneficiar uma raposa: Renan Calheiros. Em outubro do ano passado, o projeto de resolução que acaba de passar no Senado estava ainda em discussão. Sua aprovação naquele momento significaria o afastamento imediato do supra-enrolado Renan. Para livrarem o alagoano, seus aliados impuseram como condição para a aprovação da resolução a inclusão da emenda iogurte, que foi apresentada pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), sempre ele. A manobra tinha uma razão: o uso de laranjas para a compra de emissoras de rádio, acusação que ameaçava Renan, ocorrera em 1998. Embora ele já fosse senador naquele ano, seu mandato era anterior ao atual. Sim, porque a ética com prazo de validade inventada por Jucá e aprovada pelo Senado não livra os parlamentares apenas de acusações referentes ao período anterior à sua eleição, mas também os imuniza contra denúncias feitas na vigência de mandatos anteriores. Raposas, lobinhos e gaviões, portanto, podem respirar aliviados: no Senado Federal, ninguém tem um passado que o condena.
Revista Veja
Escrito por John Cutrim às 12h05
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